Archive for the ‘Sociedade’ Category

Incertezas

outubro 2, 2011

Reproduzimos hoje, integralmente, a opinião de Fernando Henrique Cardoso sobre a crise mundial, publicada neste domingo em inúmeros jornais, sites, blogs etc…

Para quem já sofreu as consequências de várias crises financeiras internacionais, não chega a ser surpreendente o que ocorre nos países mais desenvolvidos da Europa, contagiados pela crise financeira que tem origem nos menos desenvolvidos da região.

No passado recente, Bancos Centrais e ministros de finanças dos primeiros procuravam mostrar que não havia como equiparar a situação de seu país com a tragédia que ocorrera noutro. As situações fiscais não seriam as mesmas, a proporção da dívida com relação ao PIB não era tão grande assim, num caso a dívida interna estava nas mãos de agentes financeiros internacionais e se denominavam em dólares, noutros, ao contrário, eram os poupadores nacionais que emprestavam aos governos locais em moeda do país, etc. Mas, quase sempre, havia uma variável crítica: o mutável estado de confiança dos agentes do mercado financeiro internacional. Quando se instalava a desconfiança quanto à solidez das contas fiscais e/ou externas de um determinado grupo de países de alguma maneira correlacionados, os argumentos sobre as diferenças perdiam força. E viravam pó, se surgisse o fantasma do default – da moratória, como se dizia.

O receituário do FMI tampouco era atento às diferenças. Exigia sempre mais do mesmo, às vezes não sem alguma razão: ajuste fiscal, reforma patrimonial do Estado etc. Mas fazia ouvidos moucos à demanda por maior regulação do mercado financeiro internacional. Era o que pedíamos à comunidade internacional os que dirigimos os países naquela época de aflições.

Reclamávamos maior regulação internacional para conter a especulação contra as moedas nacionais, ou seja: a criação de fundos de socorro maiores e de mais fácil acesso, o fortalecimento da base financeira do FMI e o aperfeiçoamento de suas práticas. Era preciso maior rapidez no atendimento dos países com crise de liquidez e menos “condicionalidades”, ou seja, as imposições restritivas à política econômica e fiscal dos países devedores, pois se o ajuste fiscal passasse de certo ponto impediria a retomada de crescimento econômico. Para financiar os novos fundos, alguns de nós relançamos a ideia de uma Taxa Tobin, apesar dos reclamos contínuos dos especialistas quanto aos efeitos desse tipo de imposto.

Alguns países emergentes tiveram melhores condições para negociar com o FMI, como foi o caso do Brasil, que havia realizado o Plano Real por sua conta e risco, sem o aval do Fundo. Com o Plano Real modificamos drasticamente as bases da política fiscal, saneando as finanças da União e as dos estados, impusemos regras severas ao sistema financeiro, seguindo as recomendações de Basileia para controlar a “alavancagem”, isto é, os empréstimos sem uma base adequada de capital próprio nos bancos. Ao mesmo tempo não descuidamos de, ao privatizar, ampliar a concorrência e manter ativos os instrumentos públicos de crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Banco do Brasil, tornando-os aptos a reestruturar empresas nacionais ou localizadas no país. Ao lado disso, desde 1994 até hoje, os diferentes governos sustentaram um aumento constante do salário mínimo real e, a partir de 2000, foi possível criar uma rede de proteção social, da qual as Bolsas Família, iniciadas com nomes diferentes, se tornaram símbolo de inclusão social, diminuindo a pobreza e reduzindo um pouco as desigualdades.

Pela primeira vez, os países mais desenvolvidos sentem as consequências da falta de regulação do sistema financeiro. Olhando agora o que ocorre na economia global deparamo-nos com uma situação incerta. A regulação financeira proposta nas reuniões do G-20 encontra dificuldades para se efetivar dada a diversidade de interesses nacionais. Cada banco central opera como melhor lhe parece. O Fed inunda os Estados Unidos e o mundo com dólares e faz operações típicas de bancos comerciais sem se preocupar com a ortodoxia. Os responsáveis pelos desmandos financeiros não são punidos, recebem bônus (ao contrário do que ocorreu com o programa brasileiro de saneamento do sistema financeiro, que puniu os banqueiros) e o desemprego não cede porque não há consumo nem investimento. O Banco Central Europeu e o FMI exigem dos países em bancarrota virtual sacrifícios fiscais que impossibilitam a retomada do crescimento e, portanto, a volta à normalidade. As taxas de juros se mantêm próximas de zero, sem previsão de mudança, e as economias não reagem. Na Europa cada país faz a política fiscal que deseja, não há mecanismos de unificação. O desemprego e o mal-estar político minam esses países, e a ameaça de default é seu parceiro constante.

Desse quadro escapam as economias emergentes, China à frente de todas. Até quando? É óbvio que uma recessão prolongada ou uma grande contração, como diz Kenneth Rogoff, transmitirá às economias emergentes seus maus fluídos pelo conduto do comércio internacional. É preciso, antes que isso ocorra e o desastre seja maior, que haja um entendimento global. Este deveria partir do reconhecimento de que as dívidas de alguns dos países europeus são impagáveis. Com o nome de reestruturação ou outro qualquer, à la Brady, é preciso aliviar já a situação da Grécia, de Portugal e eventualmente da Espanha e da Itália. Suas dívidas internas e externas e a penúria de seus bancos cheios de títulos de qualidade desconhecida não lhes dão alternativas de retomada do crescimento sem uma redução substancial dos valores de seus passivos.

Não haverá condições político-morais para proceder a tais reestruturações sem, ao mesmo tempo, distribuir melhor o custo da “socialização das perdas”. O grito de Warren Buffet, seguido por milionários de outros países, mostra o descalabro do Tea Party ao querer impor mais ônus aos mais pobres, com responsabilidade zero na crise. Por fim ou o euro se derrete pela falta de unificação fiscal, ou esta se faz, ou a União Europeia se encolhe, autorizando alguns de seus membros a desvalorizar e usar outra vez uma moeda nacional.

Nada disso pode ser feito sem lideranças políticas fortes, dispostas a redistribuir o poder global e reorganizar suas bases decisórias. Terão força para tanto? Eis o enigma.

Confronto de “leis”: Economia Vs. Direito

setembro 29, 2011

Do site Consultor Jurídico:

Sites nos EUA oferecem modelos de petição online

Por João Ozorio de Melo

Enquanto advogados brasileiros e indianos se preocupam com a invasão americana e inglesa em seus territórios, os advogados americanos lutam para impedir outra invasão: a tecnológica. Em agosto, a Google (através da Google Ventures) investiu US$ 18,5 milhões no site de “serviços jurídicos” Rocket Lawyer, para competir com o LegalZoom (que anunciou receitas de US$ 60 milhões em maio). O LegalZoom vende, a baixos preços, serviços jurídicos online. Disponibiliza formulários eletrônicos que podem ser preenchidos e convertidos em documentos jurídicos a consumidores e empresas de pequeno porte que não têm recursos para contratar um advogado ou uma firma de advocacia.

Também fortalecem sua presença online os sites “jurídicos” ExpertHub (comprado pela Internet Brand da Nolo), Fastcase, Justia.com, LawPivot e Tabulaw, entre outros. A Nolo/ExpertHub também oferece formulários online, além de “ferramentas” jurídicas, softwares e livros eletrônicos (e-books). A Tabulaw “torna a pesquisa e a redação jurídicas mais produtivas para profissionais e para qualquer um”. E criou um site, o Tax 26, para profissionais do Imposto de Renda (preenchido, nos EUA, por contadores e escritórios especializados, em sua maior parte).

Alguns sites oferecem serviços jurídicos gratuitos. Os advogados tentam alertar os clientes que o barato pode sair caro, enquanto movem ações nos tribunais, estado a estado, para tentar bloquear, até agora, a prática da advocacia pelo LegalZoom.com, com o apoio da American Bar Association (ABA — a Ordem dos Advogados dos EUA) e suas seccionais estaduais.

A Rocket Lawyer disponibiliza formulários jurídicos online, de testamentos a certificados de incorporação, que qualquer pessoa, mesmo não sendo um advogado, pode preencher e compartilhar na web, diz o site Connecticut Law Tribune. “Por US$ 19.95 por mês, os consumidores também podem ter seus documentos examinados por um advogado real e obter assistência jurídica sem qualquer custo adicional”, diz a publicação. Mas ainda não tem um nome tão reconhecido como o da LegalZoom.

Os “clientes” do LegalZomm podem se auto-representar em procedimentos jurídicos tais como acordo pré-nupcial, divórcio, testamento, abertura de corporações, marcas e patentes, direitos autorais, falência, dissolução de corporação… O site oferece aos “clientes”, por enquanto, 167 “formulários jurídicos”, que podem ser convertidos em documento judicial em “três simples passos”: 1) “Preencha o formulário online“; 2) “Checamos suas respostas e produzimos a papelada”; 3) “Assine seus documentos personalizados — e pronto!”.

Na ação movida contra a LegalZoom no Alabama, por exemplo, os advogados argumentam que “os estatutos legais do estado proíbem qualquer um, que não seja um advogado, de assistir ou aconselhar outra pessoa em assuntos jurídicos ou de preparar qualquer documento ou instrumento jurídico no Alabama”, diz o jornal da ABA. No Missouri, em 22 de agosto, o LegalZoom foi impedido por um tribunal de operar no estado, até que faça certas modificações empresariais. Os termos das negociações não serão revelados até que as partes aprovem totalmente o acordo, diz o jornal da ABA.

Os advogados dizem que a ilegalidade dos serviços do site decorre, em grande parte, do fato de que cada estado dos EUA tem o seu próprio Exame de Ordem, além de legislações específicas sobre a prática de advogados — e das leis diferentes de cada estado. Portanto, um advogado só pode praticar advocacia no estado em que for licenciado pela seccional local da ABA. O LegalZoom, com sede na Califórnia, não dispõe de advogados licenciados em todas as seccionais da ABA nos 50 estados do país, muito menos em todas as subseccionais dos condados.

“Não podemos competir com esse pessoal”, diz Fred Ury, da firma Ury & Moskow. “Se você tem um modelo antigo, que funcionou no século XX, como é que você vai competir com modelos de negócios do século XXI?”, ele pergunta, segundo o LawTribune. Mas ele defende que “os profissionais da advocacia deviam considerar o fim da proibição da propriedade de firmas de advocacia por não advogados”, o que constitui mais uma frente de batalha para os advogados americanos.

Enquanto as coisas se complicam em seu próprio mercado, os americanos (e os ingleses) olham para o mercado dos outros. Um projeto da Faculdade de Direito de Harvard, chamado “Globalização, Advogados e Economias Emergentes” (GLEE — Globalization, Lawyers and Emerging Economies), recomenda que as firmas de advocacia devem considerar mercados emergentes como o Brasil, a Índia e a China. “O projeto GLEE investiga o impacto da globalização no setor corporativo jurídico (…) e analisa a transformação do setor corporativo jurídico nas principais economias emergentes e como esses desenvolvimentos podem, por sua vez, remodelar a prática da advocacia em mercados estabelecidos como os da América do Norte e da Europa”, diz o site da Havard.

Judiciário independente na Venezuela

setembro 11, 2011

Um evento que merece ser divulgado!

Wiley-Blackwell disponibiliza biblioteca do 11/09

setembro 9, 2011

Ante a proximidade do aniversário de 10 anos do maior atentado terrorista do mundo, a Editora Wiley-Blackwell disponibilizou seu acervo de publicações acerca do “11 de setembro”. São diversos campos de estudo, distribuídos por revistas científicas e capítulos de livros.

Em economia, estão disponíveis revistas como a Econometrica e a The Economic Journal (clique aqui para ver o acervo). Em Direito os destaques ficam por conta do European Law Journal e American Business Law Journal (clique aqui para ver o acervo).

Os mitos do capitalismo

agosto 26, 2011

Do blog do Juliano Torres

Os mitos mais comuns do capitalismo com certeza são que ele causou a grande depressão e que gera desigualdade, como alegam ter sido após a revolução industrial. Mas dessa vez não vou falar desses, vou apenas divulgar a versão em português de um vídeo do Learn Liberty que eu ajudei a fazer. Nela, o professor Jeff Miron, de Harvard, explica os três mitos mais comuns da atualidade sobre o capitalismo.

http://www.youtube.com/watch?v=9zg69kXiE2U&feature=player_embedded

Supremo Tribunal Federal promove seminário sobre Direito, Economia e Desenvolvimento

agosto 26, 2011

Organização: Ministro Ricardo Lewandowski e Juiz Federal Marcelo Guerra Martins

O direito e a economia, como aspectos inerentes da interação humana, podem ser melhor compreendidos se estudados como fenômenos sociais que se conjugam por meio de estímulos e feed backs recíprocos. Nessa linha, na vida em sociedade, tanto o direito influencia a economia, quanto esta deita efeitos sobre o conteúdo das normas jurídicas.

A complementaridade desses fenônemos é tal que resta extremamente difícil identificar a prevalência de um sobre o outro. Todavia, é fato que o desenvolvimento de um país em muito depende de como essa interação ocorre ao longo dos anos.

A percepção do amalgamento desses fenômenos sociais fez nascer a disciplina do Direito e Economia, cuja proposta gira em torno do desenvolvimento de pesquisas de cunho interdisciplinar.

Portanto, tomando-se como base imbricações jurídicas e econômicas de determinada circunstância, o espectro investigativo do Direito e Economia é amplíssimo, encontrando guarida em áreas como: propriedade, contratos, responsabilidade civil, concorrência e regulação de mercados, tributação, defesa do consumidor e outras.

Em suma, o conhecimento dos métodos do Direito e Economia vai muito além do mero interesse teórico, face às diversas implicações que certas decisões podem deflagrar, com destaque para a atuação dos órgãos legislativos e judiciais.

No seminário em tela, pesquisadores dos principais núcleos brasileiros desse método de investigação estarão reunidos para discorrer a respeito de questões diretamente ligadas ao desenvolvimento do país. Maior detalhamento pode ser conferido clicando no item “programação” abaixo.

Programação


DIREITO, ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO


Cadastramento e wellcome coffee
(8:30 – 9:00)

Módulo 1: Fundamentos da Análise Econômica do Direito (9:00 – 10:30)
Presidência: Ministro Ricardo Lewandowski

Expositores: Antônio José Maristrello Porto (FGV-Rio) – Por que Direito & Economia?
                    Bruno Meyerhof Salama (FGV-SP) – Justiça & Eficiência

 

Módulo 2: Direito, Tributação & Desenvolvimento (10:30 – 12:00)
Presidência: Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy (Consultor Geral da União)

Expositores: Marcos Aurélio Pereira Valadão (UCB) –  Tributação & Desenvolvimento
                    Cristiano Carvalho (ATA) – Teoria da Decisão Tributária

 

Intervalo para almoço (12:00 – 14:00)

Módulo 3: Direito, Judiciário & Desenvolvimento (14:00-15:30)
Presidência: Manoel Carlos de Almeida Neto (Secretário Geral do Tribunal Superior Eleitoral)

Expositores: Luciano Benetti Timm (UNISINOS) – Análise Econômica do Processo
e do Poder Judiciário
                    Mário Gomes Shapiro (FGV-SP) – Estado e Mercado no Financiamento
do Desenvolvimento

Intervalo e coffee break (15:30 – 16:00)


Módulo 4
: Direito, Mercados & Desenvolvimento (16:00 – 17:30)
Presidência: Bernanrdo Mueller (Depto. de Economia da UNB)

Expositores: Carlos Emmanuel Joppert Ragazzo (FGV – Rio) – Concorrência, Regulação
e Desenvolvimento
                    Amanda Oliveira (UFMG) – Análise Econômica da Defesa do Consumidor

Módulo 5: Segurança Jurídica e Desenvolvimento (17:30 – 19:00)
Presidência: Juiz Federal Marcelo Guerra Martins

Expositores: Mirian Leitão (Sistema Globo) – Inflação e Custos Sociais
                    Ivo Teixiera Gico Júnior (UCB) – Análise Econômica dos Contratos

Dados dos expositores: 

Amanda Flávio de Oliveira. Diretora da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Mestre e Doutora pela UFMG. Professora da UFMG. Chefe do Departamento de Direito Público da UFMG. Trabalhou como assessora no Supremo Tribunal Federal.

Antônio José Maristrello Porto. Master of Laws – L.L.M. e Doctor of the Science of Law – J.S.D., ambos pela University of Illinois (USA). Professor e pesquisador da FGV do Rio de Janeiro (Direito-Rio). Coordenador do Centro de Pesquisas em Direito e Economia da FGV (Direito-Rio).

Bruno Meyerhof Salama. Mestre e Doutor pela Boalt Hall School of Law, UC Berkley (USA). Professor e pesquisador da FGV de São Paulo (Direito-GV).

Carlos Emmanuel Joppert Ragazzo. Mestre e Doutor em Direito pela UERJ. Master of Laws – L.L.M. pela New York University (USA). Professor da Universidade Católica de Brasília e da da FGV do Rio de Janeiro (Direito-Rio). Membro do Centro de Pesquisas em Direito e Economia da FGV (Direito-Rio). Conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Cristiano Carvalho. Mestre e Doutor pela PUC-SP. Pós-doutorado pela University of California – Berkeley. Livre Docente pela Faculdade de Direito da USP. Presidente da Academia Tributária das Américas-ATA. Professor da Pós-Graduação lato sensu da PUC-SP e da UFRGS. Professor-conferencista da Escola da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (EMAGIS). Presidente da Academia Tributária das Américas – ATA. Vice Chair do Comitê de Direito Tributário Internacional da American Bar Association – ABA. Advogado.

Ivo Gico Júnior. Mestre pela Columbia Law School (USA). Doutor pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo-USP. Professor da Universidade Católica de Brasília-UCB. Advogado em Brasília.

Luciano Benetti Timm. Mestre e Doutor pela UFRGS. Master of Laws – L.L.M pela University of Warwick (Inglaterra). Pós-doutorado pela University of California – Berkeley. Professor da PUC/RS e da Universidade Luterana do Brasil. Professor convidado da Pós Graduação da UFRGS e da Escola Superior da Magistratura do Estado do Rio Grande do Sul. Professor Adjunto Internacional da American Justice School of Law (USA). Advogado e diretor do Comitê Brasileiro de Arbitragem.

Marcos Aurélio Pereira Valadão. Mestre e Doutor pela Southern Methodist University (USA). Mestre pela Universidade de Brasília. Pós-Graduado em Administração Tributária latu sensu pela Universidade Católica de Goiás, UCG-GO. Master Business Administration pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais – IBMEC. Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Brasília. Professor da Universidade Católica de Brasília. Instrutor da Escola de Administração Fazendária. Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – RFB. Coordenador do Grupo de Trabalho da Reforma Tributária da RFB. Coordenador-Geral de Relações Internacionais da Subscretaria de Aduanas e Relações Internacionais da RFB. Membro do Comitê de Experts em Cooperação Internacional em Matéria Tributária da Organização das Nações Unidas – ONU.

Mário Gomes Schapiro. Mestre e Doutor pela Faculdade de Direito da USP, com parte dos créditos cursados na Columbia University School of Law (USA). Professor e pesquisador da FGV de São Paulo (Direito-GV).

Mirian Leitão. Jornalista especializada na área econômica. Colunista do jornal O Globo desde 1991. Comentarista da Rádio CBN e da TV Globo. Âncora de programa televisivo na Globo News. Trabalhou em diversos órgãos de imprensa (Gazeta Mercantil, Veja, Abril Vídeo, Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo). Ganhadora do Prêmio Maria Moors Cabot Prize, conferido pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia (USA).

Inscrições

O mito do Rei-Filósofo

agosto 23, 2011

Are States with Better Educated Legislatures Better Governed?

Diretamente do Freakonomics!

That depends on how you define “better governed.” If, for simplicity’s sake, you measure the quality of governance by fiscal solvency (or more aptly the lack thereof), then the answer appears to be no. Of course, these are strange times; forty-two states have a combined fiscal deficit of more than $100 billion, so maybe the data’s a bit skewed. Still, comparing a Chronicle of Higher Education report on the collective education level of each state’s legislature, to Stateline.com’s list of state budget deficits from March seems worthwhile. And the results don’t exactly make the case for education being a good predictor of fiscal competence.

The graph below plots the education of state legislatures on the x-axis, defined as the percentage of members with a bachelor’s degree or higher, and the fiscal budget deficit as a percentage of 2011 spending on the y. California has the most educated legislature in the country, with 89.9% of members having bachelor’s degrees or higher. They’re also looking down the barrel of a $25.4 billion budget deficit, tops in the country. On a per-spending basis though, California’s budget deficit slips to fourth, behind Nevada, New Jersey and Texas.

Clique aqui para acessar o gráfico interativo.

Um erro leva a outro

agosto 4, 2011

Por Diogo R. Costa

Publicado na Gazeta do Povo de 03/08/2011

Por achar que o Brasil es­­­tá em guerra econômica com o mundo, o governo tenta nos “proteger” dos be­­ne­fícios da glo­baliza­ção. Os vencedores do jo­­go pro­te­cionista são fá­­ceis de apontar: são os escolhidos do governo. Como resul­tado, os brasi­leiros têm de pa­­gar mais caro por pro­du­tos com menor varie­dade e/ou qualidade.

Quando o pacote anunciado é reduzido a uma manchete, a notícia parece boa. Redu­ção de impostos e desoneração de folha de pagamento são políticas saudáveis para uma economia considerada pelo Fórum Econômico Mun­dial como tendo as piores regulamentações e o sistema tributário mais nocivo.

Mas, quando se descobre o que compreende o pacote de política industrial, vemos que grande parte da legislação se inspira na velha mistura de protecionismo e privilégios. Setores como transportes, materiais de construção, confecções, móveis e software podem sair ganhando com subsídios e medidas protecionistas. Já consumidores e setores que dependem de importações perdem com a expectativa de regulamentações e tarifas mais onerosas.

O governo tenta justificar essa política industrial com a retórica do nacionalismo econômico. Dilma Rousseff chegou a negar que sua política seja protecionista, mas se “proteger nossa economia” contra a “avalanche de manufaturados que chegam do mercado internacional” não é protecionismo, estou lendo os economistas errados.

A intenção da presidente pode ser boa, mas cai inevitavelmente na falácia da competitividade nacional. Países não são empresas em disputa pelo mesmo setor. O Brasil não fica mais pobre quando o Chile fica mais rico.

Um erro leva a outro. Por achar que o Brasil está em guerra econômica com o mundo, o governo tenta nos “proteger” dos benefícios da globalização. Se a possibilidade de aumentar nosso consumo é “predatória”, peço à presidente Rousseff e ao ministro Pimentel que, por favor, depredem minha casa à vontade.

Os vencedores do jogo protecionista são fáceis de apontar: são os escolhidos do governo. As distorções geradas, as oportunidades econômicas perdidas e o aumento na qualidade de vida desperdiçado é que ficam inaudíveis no discurso político. Como resultado, os brasileiros têm de pagar mais caro por produtos com menor variedade e/ou qualidade.

O governo está correto em querer desonerar a produção nacional, mas seus erros ideológicos podem provocar mais erros que acertos. A próxima vez que o governo anunciar uma lista de presentes à indústria, peça a ele para mostrar também a lista de quem está pagando a conta.

Diogo G. R. Costa é mestre em Ciência Política pela Universidade de Columbia e professor de relações internacionais no Ibmec-BH

99 anos de Milton Friedman

julho 29, 2011

Milton Friedman completaria noventa e nove anos neste domingo. O blog da Adepar não poderia deixar de notar data tão significativa sem referência ao pensamento do laureado economista.

Para tanto,  trazemos o video comemorativo elaborado pela Reason Magazine.

Algumas frases célebres:

“Ninguém gasta o dinheiro dos outros com tanto cuidado como gasta o seu próprio. Se quisermos eficiência e eficácia, se quisermos que o conhecimento seja bem usado, isso precisa ser feito por meio da iniciativa privada.”

“A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade.”

“A solução do governo para um problema é usualmente tão ruim quanto o problema.”

“Não se deve julgar as políticas públicas pelas suas intenções, mas sim por seus resultados.”

DOAÇÕES PARA MORRETES E ANTONINA

março 16, 2011

O SINDECON-PR pede a sua colaboração para enviar doações a Região de Morretes e Antonina no Estado do Paraná.

Devido as enchentes e deslizamentos ocorridos nos últimos dias muitas pessoas ficaram desabrigadas e com falta de mantimentos.

As doações devem ser encaminhadas para:

EMATER -PR,  Rua da Bandeira, 500 – Cabral – Curitiba – PR
Telefones: (41) 3250-2100 / (41) 3253-3207 / (41) 3250-2189

Agradecemos sua colaboração!