O Napster do sistema bancário

Com essa chamada Rick Falkvinge, ativista e colunista da internet, chamou atenção dos internautas acerca de um fenômeno cada vez mais crescente na internet, mais conhecido como “dinheiro virtual”. Apesar de pouco divulgado ainda no Brasil, alguns sites na rede estão propondo a criação de uma unidade monetária on-line, que seria trocada por produtos ou serviços no mundo real, em franca concorrência com o mercado financeiro tradicional, que tem a variação do valor da moeda atrelada ao regime de flutuação cambial (caso brasileiro), sob a batuta dos Bancos Centrais de cada país.

Conforme bem explica o blog Gizmodo Brasil, a moeda virtual não é impressa ou comprada inicialmente, elas são “geradas do nada, Através de um processo chamado “mineração,” um app fica no seu computador e lentamente – bem lentamente – cria novas BitCoins em troca de fornecer poder computacional para processar as transações. Quando uma nova fornada de moedas está pronta, elas são distribuídas de acordo com a probabilidade de quem teve o maior poder computacional no processo de mineração. O sistema é feito para que não mais de 21 milhões de BitCoins existam – então o processo de mineração será cada vez menos rentável com o passar do tempo, conforme mais pessoas se cadastrem. Isso faz com que o sistema inteiro seja mais vantajoso para early adopters.”

Segundo afirma Rick Falkvinge, a descrença dos céticos não impediu que o novo sistema realizasse suas primeiras correlações cambiárias face a diversas moedas “reais”, que podem ser trocadas por dinheiro virtual. Ademais alguns serviços e produtos da internet já aceitam dinheiro virtual como forma de pagamento. O jovem sistema promete a redução dos custos de transação, a ausência de uma coordenação central de política monetária, e a abolição das taxas bancárias.

As críticas não são menos ácidas, e a incredulidade no projeto levou Tyler Cowen, do blog Marginal Revolution, a chamar a proposta de idiota. O fato é que, apesar da emissão de moeda ser competência da União, por exercício exclusivo do Banco Central, moedas paralelas já causaram constrangimento junto ao governo central, em especial as chamadas moedas sociais, que eram trocadas por benefícios sociais em estados e prefeituras.

A proposta dos criadores das moedas virtuais não é nada modesta. Ripple, Bitcoin, e Ecash são alguns “bancos virtuais” que apostam na disseminação da rede para acabar com a condução estatal da emissão de moedas, à exemplo do efeito devastador que a rede promoveu com a indústria fonográfica, editorial e jornalística. Bom ou mal, certo ou errado, inúmeras pessoas estão entrando nesta nova promessa da rede, e as especulações, como em todo mercado financeiro, só estão começando.

Por @victorhugodom

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