FGV lança dupla graduação de Direito e Economia

As Escolas de Direito e Economia da Fundação Getulio Vargas firmaram convênio estabelecendo a dupla graduação entre os dois cursos, a partir de 2010. Cada escola disponibilizou 5 vagas para os alunos matriculados a partir do 7º semestre de ambos os cursos. A graduação de Direito dura 5 anos, enquanto a de economia dura 4 anos.

Além da avaliação do mérito e do currículo, os candidatos à dupla graduação passam por um prova de seleção. No caso dos alunos de direito, o conteúdo da prova versará sobre ciências exatas. Para os alunos da economia que pleitearem uma vaga no curso de direito, a seleção será feita por meio de produção e interpretação de texto.

“A dupla graduação com a Economia possibilita o oferecimento de um leque completo de opções para que os alunos possam aprimorar a sua formação e se preparar para o mercado”, explica Adriana Ancona de Faria, coordenadora de graduação da Direito GV.

Em 2009, 14 alunos do curso de direito se candidataram à dupla graduação com a administração, instituída em 2008, o que confere uma relação de quase 3 candidatos por vaga. Para a dupla graduação com a economia, surgiram 8 candidatos no ano passado para as 5 vagas abertas.

“Essa diferença é natural, no primeiro ano de oferta, tendo em vista ainda que, além da prova de seleção, não exigida no caso da administração, os currículos entre direito e economia possibilitam menos equivalências do que com a administração”, explica Adriana.

A professora reafirma, entretanto, que fica mantida uma das principais vantagens da dupla graduação, que é obter dois diplomas de dois cursos conceituados sem a necessidade de se submeter a um novo vestibular. E, também, o aluno poderá se formar em menos tempo, desde que não reprove em nenhuma disciplina.

Se um aluno do Direito optar pela dupla-graduação, no sétimo semestre, por exemplo, pode concluir as duas graduações em um período aproximada de 7,5 anos a 8 anos, ao invés de 9, caso encerre uma das graduações, preste vestibular novamente e ingresse em economia imediatamente no ano seguinte.

“Para o aluno da economia, a dupla graduação é muito vantajosa porque para atuar em áreas como regulação, concorrência, políticas públicas e comércio internacional, o economista tem que possuir sólidos conhecimentos da área jurídica. Da mesma forma, um advogado que possua uma formação consistente em economia se diferencia em relação aos demais porque a capacidade de avaliar do ponto de vista jurídico e econômico uma determinada questão representa um grande ganho na sua capacitação profissional”, afirma Nelson Marconi, coordenador do curso de graduação em economia da Escola de Economia de São Paulo da FGV.

Da mesma maneira como ocorre com os alunos de administração que concluem o curso de direito, os alunos contemplados da economia que optarem em complementar seus estudos no direito poderão concorrer ao exame da OAB.

fonte: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI109387,51045-FGV+lanca+dupla+graduacao+de+Direito+e+Economia

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