Entrevista Robert Shiller

As páginas amarelas da revista Veja desta semana trazem a entrevista com Robert Shiller, professor de economia da Universidade de Yale, um dos baluartes da chamada “behavioral economics”, contrapondo principalmenteos os limites da racionalidade e irracionalidade do agente econômico, sugerindo que o “espírito animal” e os impulsos irracionais dos indivíduos sobrepõem-se na operação dos mercados à “mão invísivel” de Adam Smith.

“Keynes argumentou que o capitalismo era o melhor modelo, desde que regulado, Sua conclusão foi que o capitalismo era guiado pelo “espírito animal” e, portanto, não poderia ser facilmente previsto ou controlado. Então, respondendo a sua pergunta, diria que os dois conceitos são corretos e complementares. O ideal Keynesiano de dotar a economia de meios para tentar diminuir a brutalidade dosc ciclos econômicos não implica a supressão do capitalismo.”

“No fundo, o problema é que fomos longe demais  com a idéia fundamentalista de que os mercados são infalíveis. Ainda hoje, enquanto conversamos, estudantes estão ouvindo de seus professores que a ausên cia total do estado é benéfica à economia, como se nada tivesse acontecido.”

“O embate econômico é tenso e se assemelha à uma guerra. Mas é preciso ter regras consensuais que ponham limite a essa guerra. Se as regras forem adequadas e repeitadas, a prosperidade virá como resultado. Sem limites, as economias não vão a lugar nenhum.”

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